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Vereadora acusa gestão de Aurélio Goiano de pagar R$ 1,5 milhão por ponte inexistente; briga explode na Câmara e prefeito promete “jogar merda no ventilador”

Em meio ao confronto entre Zé da Lata e Anderson Moratório, prefeito anuncia que, a partir de segunda-feira, vai “entregar geral” e expor bastidores políticos

Por Portal Pebao

A sessão da Câmara Municipal de Parauapebas realizada nesta quinta-feira (19) foi marcada por embates diretos entre vereadores e acusações que ultrapassaram o campo administrativo. O confronto verbal envolveu Anderson Moratório, Zé da Lata e Maquivalda Barros, com troca de acusações de traição, mentiras e críticas à condução política do município.

Durante o debate, Zé da Lata acusou Anderson Moratório de traição. O presidente da Câmara respondeu chamando o colega de mentiroso. Maquivalda Barros afirmou que houve promessa de construção de uma ponte orçada em R$ 1,5 milhão que não saiu do papel e citou despesas com viagens envolvendo a então chefe da Segov, irmã do prefeito Aurélio Goiano.

Em meio às falas, a vereadora declarou que a “gangue” seria formada pela família do prefeito. Anderson também mencionou o pai de Aurélio Goiano, vereador Zé da Lata, ao reforçar críticas e elevar ainda mais o clima de tensão no plenário.

Horas depois da sessão, o prefeito realizou uma transmissão ao vivo nas redes sociais e elevou o tom do discurso. Disse que, a partir de segunda-feira, fará um pronunciamento organizado e que vai “abrir a boca”. Em uma das declarações mais contundentes, afirmou que pretende “jogar merda no ventilador” e que vai “entregar todo mundo”.

O prefeito declarou que permaneceu em silêncio ao longo do último ano, mas que agora decidiu expor situações que, segundo ele, foram guardadas. Também afirmou que possui “cartas na manga” e que não pretende mais evitar o confronto político. Em outro momento da live, associou seus adversários aos mesmos grupos que teriam atuado para derrubar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Aurélio Goiano ainda afirmou que Anderson Moratório só teria se tornado presidente da Câmara com sua articulação política, insinuando influência direta no processo de escolha da Mesa Diretora. Recordou a antiga aliança que mantinha com o vereador, conhecida nos bastidores como “casca de bala”, e afirmou que agora o ex-aliado teria se transformado em “casca de banana”.

A transmissão, realizada próximo da meia-noite, gerou ampla repercussão nas redes sociais. Parte dos comentários questionou a postura adotada pelo chefe do Executivo, defendendo mais equilíbrio institucional diante dos desafios administrativos do município. Parauapebas possui um dos maiores orçamentos do estado, com quase R$ 3 bilhões arrecadados em pouco mais de um ano de gestão.

Nos bastidores políticos, o discurso também repercutiu. Lideranças locais comentaram a dificuldade de manter diálogo em um ambiente de ameaça pública de exposição. A fala de que irá revelar bastidores e expor nomes ampliou o clima de insegurança política.

Enquanto o prefeito sustenta que os problemas da cidade são herança de gestões anteriores e que mudanças estruturais demandam tempo, críticos apontam que o volume de recursos já administrados exige resultados mais concretos. O cenário aponta para um período de confronto aberto entre Executivo e Legislativo, em uma cidade que enfrenta demandas urgentes em infraestrutura, saúde e serviços públicos.

Com o anúncio de que revelações serão feitas a partir de segunda-feira, o ambiente político de Parauapebas entra em compasso de expectativa e tensão, à espera dos desdobramentos prometidos pelo chefe do Executivo.

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