A Justiça do Pará condenou o Parauapebas Futebol Clube em uma ação popular por desvio de verbas públicas que deveriam financiar escolinhas de futebol. Entre 2018 e 2022, a Prefeitura de Parauapebas repassou mais de R$ 3 milhões ao clube por meio de termos de fomento financiados por emendas parlamentares.
Embora o objetivo declarado das parcerias fosse promover a iniciação esportiva de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos em sete bairros da cidade, os recursos acabaram bancando a estrutura do futebol profissional, clube que atualmente disputa a terceira divisão do Campeonato Paraense.
A sentença foi proferida pelo juiz Lauro Fontes Junior. O cruzamento de extratos bancários e folhas de pagamento realizado no processo revelou que a conta destinada ao projeto social pagou os salários de Luis Carlos Figueiredo Cruz, técnico contratado para comandar a equipe profissional durante a segunda divisão do Campeonato Paraense de 2021.
Além da remuneração do treinador, os fundos das escolinhas quitaram repasses para atletas registrados profissionalmente no clube, taxas e boletos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), honorários de advogados e pagamentos ao próprio presidente do time.
A decisão destacou que os documentos mostram que as parcerias foram concebidas, nos papéis internos, para o futebol profissional, embora o objeto formal fosse a iniciação esportiva ou a formação amadora, havendo autorizações que falavam explicitamente sobre isso já em 2022.
Até o momento, o Parauapebas Futebol Clube não se manifestou sobre a condenação. O Portal Pebal deixa o espaço aberto para que a diretoria do clube ou sua defesa possam apresentar manifestação e esclarecimentos sobre o caso.
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