.Parauapebas vive um dos meses mais violentos dos últimos anos. Somente em agosto, o levantamento realizado pelo Portal Pebão aponta 13 mortes violentas registradas no município. A maioria dos casos é investigada sob a suspeita de uma possível guerra entre facções. Uma parcela dos jovens mortos tinha passagem pela polícia e alguns eram suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas.
Mesmo nesse contexto, a quantidade e a forma de algumas ocorrências chamam atenção. Na Palmares II, quatro pessoas foram mortas em uma única ocorrência. No bairro União, na região central da cidade, dois jovens foram encontrados mortos e abandonados.
A escalada da violência ocorre após a saída de Hipólito Gomes da Secretaria Municipal de Segurança Institucional. A Polícia Militar não está subordinada à pasta, pois pertence à estrutura de segurança do Estado. A atuação municipal é voltada principalmente à prevenção.
Atualmente, Rafael Barbosa comanda a Secretaria Municipal de Segurança e Defesa do Cidadão, que reúne a Guarda Municipal, Defesa Civil, Departamento Municipal de Trânsito e Transporte e o Centro de Controle e Operações. A secretaria também responde pelo videomonitoramento e preside o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), que reúne Prefeitura, Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal para articulação de ações conjuntas.
Essas estruturas são importantes para o trabalho preventivo, especialmente no monitoramento de áreas críticas e no acompanhamento de movimentações suspeitas que podem auxiliar na prevenção e na resposta aos crimes.
Enquanto a estrutura municipal atua na prevenção, a reação mais contundente à sequência de ocorrências veio do Estado. A Polícia Civil realizou operações e prendeu 16 pessoas suspeitas de envolvimento com organizações criminosas.
Mesmo com as prisões, o clima continua tenso em Parauapebas. O levantamento do Portal Pebão chega a 13 mortes violentas registradas em agosto, em uma sequência de episódios que coloca a segurança pública entre as principais preocupações da população.