Familiares de duas das vítimas da chacina registrada na noite desta sexta-feira (12), na Rua Murici, no Bairro Liberdade 2, em Parauapebas, afirmam que pai e filho assassinados durante o ataque eram inocentes e não possuíam qualquer envolvimento com atividades ilícitas.
As vítimas foram identificadas como Izânio Márcio Graciano dos Santos e seu filho, John Erik Graciano dos Lobato, de 15 anos de idade.
Segundo relatos de familiares e amigos, pai e filho estavam retornando de um açougue em uma motocicleta quando foram surpreendidos pelos criminosos. A família afirma que os dois apenas passaram pelo local no momento do ataque, sendo vítimas da violência ao estarem na hora e no lugar errados.

Familiares destacam que Izânio era um homem trabalhador, conhecido e respeitado na comunidade. Ele atuava como soldador, funileiro e também exercia a profissão de pedreiro. Morador antigo do bairro, era considerado um pai de família exemplar e mantinha bom relacionamento com vizinhos e amigos.
Amigos relatam que Izânio iniciou sua trajetória profissional na área da funilaria ainda jovem, aprendendo o ofício ao lado de profissionais do setor. Com dedicação e esforço, tornou-se um trabalhador reconhecido pela competência e compromisso com a profissão.
A empresa Garagem Funilaria, onde Izânio trabalhava, manifestou profundo pesar pela sua morte e emitiu uma nota lamentando a perda do colaborador. Colegas de trabalho afirmam estar desolados com a tragédia.
A família pede que a imagem de Izânio e de John Erik não seja associada a qualquer prática criminosa. Segundo os parentes, ambos levavam uma vida honesta e dedicada ao trabalho e à família.
A terceira vítima da chacina também não teria envolvimento com atividades ilícitas, segundo informações repassadas por familiares e pessoas próximas. Até o momento, não houve manifestação oficial das autoridades confirmando ou descartando essa informação.
A chacina deixou três mortos e mobilizou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil. Moradores relataram ter ouvido diversos disparos durante a ação criminosa. As circunstâncias do crime e a motivação do ataque seguem sendo investigadas pelas autoridades.