Parlamentar afirma perseguição política, diz que servidores qualificados foram exonerados e readmitidos após repercussão e declara rompimento definitivo com a gestão municipalO presidente da Câmara Municipal de Parauapebas, Anderson Moratório, acusou o prefeito Aurélio Goiano e a Secretaria Municipal de Educação de assédio moral contra servidores públicos após uma série de exonerações envolvendo funcionários ligados ao seu grupo político. A declaração foi feita em pronunciamento público divulgado nas redes sociais.
Segundo Moratório, as demissões ocorreram como forma de retaliação política após o rompimento com o governo municipal. O parlamentar relembrou que a ruptura teve início após decisão interna do Partido Renovação Democrática (PRD), que o conduziu à presidência do partido, em Parauapebas, substituindo o então dirigente e vice-prefeito Chico das Cortinas. De acordo com ele, o episódio marcou o fim da aliança política mantida com o prefeito durante o período eleitoral.
O presidente da Câmara afirmou que o que presenciou nos últimos dias foi covardia, vingança e perseguição a servidores, destacando que funcionários da Educação foram exonerados mesmo possuindo qualificação técnica e histórico profissional consolidado. Ele classificou a conduta como assédio moral e disse que perseguir servidores públicos configura prática ilegal.
Moratório também relatou que, após a repercussão do caso, parte dos profissionais foi readmitida ou realocada em outras funções, conforme registros no Diário Oficial. Segundo o parlamentar, a própria gestão reconheceu a necessidade de manter os servidores devido à competência e ao desempenho no exercício das funções, entre professores do magistério e outros trabalhadores da rede municipal.
Em sua fala, Anderson Moratório declarou que não permanecerá em silêncio diante do que considera erros e desmandos da administração municipal. Ressaltou que sua ruptura é política e que seguirá fiel aos próprios princípios, garantindo o respeito aos mandatos dos vereadores e a atuação do Legislativo como espaço de representação da população.
Ao final, o presidente da Câmara afirmou que não possui compromisso com práticas que considera equivocadas e que seguirá sua trajetória política de forma independente, encerrando definitivamente qualquer aliança com o prefeito Aurélio Goiano.