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Escândalo da maçã: a conta não fecha; Parauapebas pagou R$ 17,90 pelo quilo, enquanto Canaã dos Carajás comprou por R$ 10

Mesma empresa forneceu a mesma maçã nacional para os dois municípios, mas Parauapebas pagou 79% a mais pelo produto e adquiriu uma quantidade muito menor, mesmo atendendo uma rede municipal de ensino bem maior.

Por Portal Pebao

Notas fiscais da merenda escolar mostram que, em 3 de fevereiro de 2026, Parauapebas comprou 4.078 quilos de maçã nacional por R$ 17,90 o quilo, totalizando R$ 72.996,20.

Já Canaã dos Carajás adquiriu a mesma fruta, da mesma empresa, por R$ 10 o quilo. Em 26 de fevereiro foram comprados 16.066 quilos, ao custo de R$ 160.660,00. Em 29 de abril, uma nova aquisição de 4.320 quilos foi realizada pelo mesmo valor, somando R$ 43.200,00. Ao todo, Canaã comprou 20.386 quilos de maçã por R$ 203.860,00, sempre ao preço de R$ 10 por quilo.

A diferença é de R$ 7,90 por quilo. Isso significa que Parauapebas pagou 79% a mais pelo mesmo produto fornecido pela mesma empresa em um intervalo inferior a três meses. Outro dado chama atenção: Canaã dos Carajás atende cerca de 18,8 mil alunos e adquiriu mais de 20 toneladas de maçã. Já Parauapebas, com aproximadamente 50 mil estudantes na rede municipal, comprou pouco mais de quatro toneladas na nota fiscal analisada.

Na época das aquisições, o preço médio da maçã nacional no comércio também era inferior ao valor pago por Parauapebas. Os documentos, isoladamente, não comprovam qualquer irregularidade. Entretanto, a diferença de preços praticados pelo mesmo fornecedor, aliada à diferença nas quantidades adquiridas pelos dois municípios, reforça a necessidade de uma apuração técnica por parte dos órgãos de fiscalização e controle sobre a aplicação dos recursos destinados à merenda escolar.

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