A 4ª Promotoria de Justiça de Parauapebas instaurou inquérito civil para apurar a regularidade da execução e fiscalização do Contrato Administrativo nº 20230451/2023, firmado entre a Prefeitura de Parauapebas e o Consórcio RN-P Alta. O procedimento investiga se os valores pagos pela gestão municipal correspondem às medições realizadas e à efetiva execução física das obras previstas no contrato.
O foco principal da apuração gira em torno da chamada “ponte fantasma” sobre o Rio Pulgas, na vicinal Alto Bonito, zona rural do município. Segundo informações levadas ao Ministério Público, teria sido realizado um pagamento de aproximadamente R$ 1,5 milhão referente à construção da estrutura, embora moradores, vereadores e populares afirmem não ter encontrado a ponte no local indicado.
A investigação é conduzida pelos promotores de Justiça Jéssica Luiza Moreira Barbosa e Pedro Smith do Amaral Neto, que apontam a necessidade de esclarecer possível dano ao erário ou eventual violação aos princípios da Administração Pública.
O caso ganhou repercussão após a vereadora Maquivalda Barros visitar a área e divulgar imagens mostrando apenas antigas estruturas de madeira na região onde a nova ponte deveria existir. A parlamentar afirma que os pagamentos feitos ao consórcio teriam ultrapassado inclusive o valor inicialmente estimado para a obra.
O contrato investigado foi originalmente firmado ainda na gestão anterior, em dezembro de 2023, prevendo a construção de oito pontes de concreto armado na zona rural de Parauapebas. Já na atual administração, comandada pelo prefeito Aurélio Goiano, o contrato voltou a ser executado.
Agora, além da população tentar descobrir onde está a ponte milionária, o Ministério Público também busca entender se houve compatibilidade entre os pagamentos realizados, as medições técnicas e a obra efetivamente entregue.
Nas redes sociais, o assunto virou alvo de críticas, memes e ironias. Em Parauapebas, muita gente já brinca dizendo que a ponte pode ter sido construída “no modo invisível” ou talvez esteja aguardando inauguração em alguma dimensão paralela da Secretaria de Obras.
Até o momento, a Prefeitura de Parauapebas não apresentou manifestação pública detalhando onde estaria localizada a estrutura apontada nas medições e pagamentos investigados.
O Portal Pebão informa que permanece aberto para publicar qualquer nota oficial ou esclarecimento da Prefeitura de Parauapebas ou da Secretaria Municipal de Obras sobre o caso e sobre a localização da suposta ponte de R$ 1,5 milhão.