O desaparecimento de Jô Tavares da Silva, registrado desde a noite de sábado, 18 de abril, passou a ser tratado como possível caso de homicídio em Parauapebas, no sudeste do Pará. A principal linha de investigação aponta que a vítima pode ter sido morta e teve o corpo ocultado no Rio Parauapebas.
As diligências ganharam força na terça-feira (21), quando a Polícia Militar localizou o veículo da vítima, um VW/Nivus branco, em uma residência na Rua 20, no bairro dos Minérios. Testemunhas informaram que o automóvel havia sido visto entrando no local no dia anterior.
Diante da situação, os policiais entraram no imóvel, onde encontraram um suspeito. Em depoimento, ele relatou que estava ingerindo bebida alcoólica com a vítima quando houve um desentendimento que evoluiu para uma luta corporal. Segundo a versão apresentada, a vítima teria sido atingida com golpes de facão e não resistido.
A suspeita é de que, após o ocorrido, o corpo tenha sido colocado no porta-malas do próprio veículo e levado até uma área próxima ao aterro sanitário da cidade, às margens do Rio Parauapebas. No local, o cadáver pode ter sido amarrado com pedras — inclusive na região do pescoço — e lançado no rio, em uma tentativa de ocultação.
Após as informações, equipes das polícias Militar e Civil se dirigiram à área indicada para realizar buscas. O Corpo de Bombeiros também foi acionado e iniciou os trabalhos no local. Diante da dificuldade nas buscas, equipes especializadas de Marabá foram mobilizadas, com apoio acionado a partir de Belém, para reforçar as operações.
Na residência onde o suspeito foi encontrado, os policiais identificaram vestígios de sangue, apesar de sinais de tentativa de limpeza, além de um facão com marcas aparentes. Também foram localizados objetos pessoais da vítima, como celular, documentos e cartões bancários.

O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, e o imóvel foi isolado para perícia. O caso segue sob investigação, enquanto as buscas continuam na tentativa de localizar o corpo.