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Tragédia no HGP: mulher morre durante parto, família denuncia violência obstétrica e Prefeitura abre investigação

Caso de Jéssica Andrade Mendes Castro provoca revolta nas redes sociais, gera novos relatos de pacientes e leva Secretaria de Saúde a determinar auditoria na unidade

Por Portal Pebao

A morte de Jéssica Andrade Mendes Castro, de 32 anos, durante o parto no Hospital Geral de Parauapebas (HGP), em Parauapebas, causou grande repercussão e revolta. A família acusa a unidade de violência obstétrica e do que classificou como “ditadura do parto”.

Segundo os familiares, a documentação do pré-natal indicaria restrições ao parto normal. Eles sustentam que a condução do procedimento contribuiu para o desfecho trágico. O óbito ocorreu durante o atendimento na unidade.

O pai da paciente esteve no hospital e, conforme relatos de pessoas próximas, enfrentou dificuldades para acessar o local onde estava o corpo da filha. Ao confirmar a morte, deixou o hospital em desespero. Jéssica auxiliava diretamente nos cuidados da mãe, que sofreu um AVC e depende de acompanhamento constante, situação que se torna ainda mais delicada após a perda.

O bebê sobreviveu e permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob cuidados médicos.

Com a repercussão do caso, outras mulheres passaram a relatar experiências semelhantes na mesma unidade. Cerca de 20 manifestações foram mencionadas nas redes sociais. Uma delas afirmou que também correu risco de morte após indução para parto normal, mesmo com pedidos por cesariana.

Na tarde deste sábado, 28, o secretário municipal de Saúde de Parauapebas, acompanhado de representantes da pasta, divulgou vídeo informando que o caso será investigado.

Em nota oficial, a Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), manifestou pesar pela morte de Jéssica Andrade Mendes Castro e informou que ela era acompanhada pela rede municipal desde o pré-natal, dentro da Rede Alyne, com classificação de risco gestacional em razão de condições clínicas preexistentes.

Segundo a gestão municipal, Jéssica deu entrada no hospital em condições estáveis. Durante o procedimento, evoluiu com atonia uterina grave e choque, complicação obstétrica de alta gravidade e evolução rápida, que levou ao óbito, apesar das intervenções realizadas. O bebê, conforme a nota, está recebendo os cuidados necessários.

A Prefeitura esclareceu ainda que o HGP é administrado pela Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura (Aselc), responsável pela gestão assistencial da unidade. A Semsa determinou a abertura imediata de auditoria sobre todos os registros do atendimento, incluindo prontuário e demais documentos; a requisição de relatório circunstanciado à Aselc, com prazos definidos; e a apuração de eventuais falhas assistenciais, com medidas corretivas e responsabilizações cabíveis.

A gestão municipal afirmou que todos os registros estão preservados e serão analisados com rigor e transparência, reforçando que a família está sendo acolhida e terá acesso às informações da apuração.

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