Início » “Se não fosse a Vale, já era tudo fazenda”: Aurélio afirma que empresa fez 70% do que há de bom em Parauapebas e preserva a Floresta de Carajás, administrada pelo ICMBio

“Se não fosse a Vale, já era tudo fazenda”: Aurélio afirma que empresa fez 70% do que há de bom em Parauapebas e preserva a Floresta de Carajás, administrada pelo ICMBio

Novo discurso sobre a Vale contrasta com declarações anteriores e gera questionamentos sobre a gestão da Floresta Nacional de Carajás.

Por Portal Pebao

Durante um evento do setor mineral, o prefeito Aurélio Goiano afirmou que a Vale é responsável pela preservação da Floresta Nacional de Carajás e declarou que, sem a empresa, a área já teria sido transformada em fazendas e pastagens para criação de gado.

A declaração, porém, apresenta uma informação equivocada. A Floresta Nacional de Carajás é uma unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A Vale atua na região por meio de autorizações, licenças e cumprimento de exigências ambientais definidas pelos órgãos competentes, mas não é responsável pela gestão da unidade de conservação.

O prefeito também afirmou que 70% do que existe de bom em Parauapebas foi feito pela Vale, atribuindo à mineradora grande parte das obras, investimentos e avanços do município.

As falas chamaram atenção pela mudança de posicionamento em relação a discursos anteriores, quando Aurélio Goiano fez críticas duras à empresa, com acusações sobre atuação e impactos da mineração no município. A sequência de declarações diferentes ao longo do tempo tem levantado questionamentos sobre a falta de alinhamento no discurso da gestão.

Críticos apontam que a administração municipal tem apresentado falas com poucas informações técnicas, dados ou números, além de discursos considerados mais políticos do que propositivos. Também são citados problemas ainda sem esclarecimento, como a denúncia envolvendo uma ponte de aproximadamente R$ 1,5 milhão que teria sido paga, mas que não foi localizada. Até o momento, a Prefeitura não apresentou uma explicação oficial sobre o caso.

Enquanto isso, Parauapebas já recebeu mais de R$ 3 bilhões em recursos de CFEM durante a atual gestão. Mesmo diante do discurso de dificuldades financeiras devido à redução dos royalties da mineração, a Prefeitura é alvo de críticas por gastos como a compra de maçãs para a merenda escolar no valor de R$ 17,90 o quilo, enquanto município vizinho teria adquirido o mesmo produto por cerca de R$ 10.

Entre declarações que mudam de tom, falta de esclarecimentos e ausência de dados concretos em algumas falas, a gestão Aurélio Goiano passa a ser questionada pela condução da comunicação política e pela dificuldade de apresentar respostas sobre temas que envolvem recursos públicos e decisões administrativas.

Notícias Relacionadas

Deixar um comentário

© Todos os Direitos Reservados | Política de Privacidade Criado Por Portal Pebão