O prefeito Aurélio Goiano encaminhou para o grupo de vereadores apoiadores da gestão, um pacote de medidas administrativas, fiscais e tributárias que provocou forte repercussão política e social no município, especialmente entre servidores públicos e setores da população preocupados com os impactos das propostas.
As minutas enviadas aos vereadores preveem reduções em benefícios, gratificações e adicionais de diversas categorias do funcionalismo municipal, incluindo áreas como fiscalização, meio ambiente, vigilância sanitária, educação, trânsito, Guarda Municipal e outros setores essenciais.
Além das mudanças no funcionalismo, o pacote também inclui novas cobranças para a população, com destaque para a criação da polêmica taxa de lixo e ampliação de tributos relacionados a serviços públicos, o que pode gerar impacto direto no orçamento de famílias, trabalhadores e comerciantes.
Após a ampla repercussão da divulgação das minutas, a secretária municipal de Administração, Joelma de Moura Leite, veio a público por meio de vídeo publicado em suas redes sociais e também compartilhado nas plataformas do prefeito Aurélio Goiano para explicar a situação e tentar conter o desgaste gerado.
No pronunciamento, Joelma afirmou que a Prefeitura de Parauapebas recebeu uma consultoria técnica da Fundação Getulio Vargas (FGV), instituição responsável por elaborar estudos voltados à reforma administrativa e ao equilíbrio fiscal do município. Segundo ela, as propostas seguem em fase de análise e discussão dentro da gestão municipal.

Joelma de Moura Leite
Joelma afirmou que, apesar da repercussão, o governo pretende conduzir as mudanças com diálogo e responsabilidade, mas reconheceu que a atual situação econômica exige decisões para reequilibrar as contas públicas.
Embora tenha criticado a oposição por promover “caos”, a secretária não negou o conteúdo das minutas já divulgadas, reforçando que ajustes administrativos continuam em discussão.
Nas redes sociais, a população reagiu com críticas e sugestões, defendendo que os cortes comecem pelos altos cargos da própria gestão. Comentários cobraram redução de benefícios da secretária de Administração, corte de assessores e diminuição no número de cargos comissionados.
O internauta Clemildo Bezerra comentou: “Prefeito, por que não cortar os aspones? São centenas de assessores ganhando até R$ 10 mil por mês. Por que não cortar seus assessores e funcionários comissionados? Antes de cortar dos trabalhadores, corte da própria estrutura da prefeitura.”
A aprovação das medidas dependerá dos 12 vereadores da base do governo Aurélio Goiano na Câmara. Se aprovadas, servidores e população poderão enfrentar cortes e novas cobranças; se rejeitadas, o pacote poderá ser barrado.