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Selo ouro da gestão Aurélio Goiano é contestado por vereadores após denúncias de inconsistências, atrasos e falta de publicidade oficial

Certificação inédita destaca avanços da gestão municipal, mas oposição questiona falhas no portal e a transparência prática da administração pública.

Por Portal Pebao

A Prefeitura de Parauapebas alcançou um marco inédito ao receber, pela primeira vez, o Selo Ouro em Transparência Pública, certificação concedida pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCMPA), por meio do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), referente à avaliação do exercício de 2025.

O reconhecimento coloca a gestão Aurélio Goiano como uma das mais transparentes da história recente de Parauapebas, segundo critérios técnicos nacionais estabelecidos pela Resolução ATRICON nº 01/2023, que avalia portais públicos de todo o país.

Vereadora Maquivalda Barros

Apesar da certificação, vereadores da oposição, como Maquivalda Barros, contestam o reconhecimento e afirmam que a realidade enfrentada pela população e órgãos fiscalizadores é diferente.

Entre os principais questionamentos estão:

• A própria gestão reconheceu falhas e inconsistências no Portal da Transparência no início de 2025, período classificado por críticos como “apagão de informações”.

• Contratos milionários apresentam atrasos na publicação oficial, ausência de documentos integrais e dificuldades de fiscalização.

• O contrato da coleta de lixo com a RESSOL, superior a R$ 61,5 milhões, teve aditivo publicado apenas após o período de vigência informado, além de documentação incompleta.

• O contrato do aterro sanitário com a URBAN Tecnologia também apresenta publicação tardia e falta de documentos completos.

• Obras de pontes na zona rural enfrentam críticas por ausência de relatórios de execução, boletins de medição e transparência sobre aditivos.

• Contratos da merenda escolar tiveram vigência encerrada sem clareza sobre novos instrumentos legais devidamente publicados.

• Um contrato superior a R$ 1 milhão para locação de ônibus da SEGOV apresenta pagamentos com documentação considerada genérica, sem detalhamento suficiente sobre rotas, passageiros e execução dos serviços.

A oposição afirma que, embora o selo avalie critérios técnicos e formais, a transparência real depende da divulgação completa, clara e em tempo hábil, conforme exige a Lei nº 14.133/2021.

O caso levanta debate político sobre a diferença entre certificações institucionais e a transparência prática da administração pública,

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