A abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito Aurélio Goiano depende de apenas uma assinatura na Câmara Municipal de Parauapebas. Dos 17 vereadores, cinco já se posicionaram a favor da investigação, faltando apenas um para atingir o mínimo necessário.
Pela legislação, a instauração de uma CPI exige a adesão de, no mínimo, um terço dos parlamentares da Casa. No caso de Parauapebas, isso corresponde a seis vereadores. Até o momento, assinaram o pedido Zé do Bode, Erika Ribeiro, Anderson Moratório, Fred Sansão e Maqvalda Barros.
O debate ocorre em meio a um cenário crítico na cidade. Parauapebas enfrenta um colapso na infraestrutura urbana, com a maioria das vias dos bairros tomada por buracos e trechos praticamente intrafegáveis. A situação compromete a mobilidade, prejudica o transporte e impacta diretamente a rotina da população.
Mesmo com arrecadação superior a R$ 3 bilhões, cresce o questionamento sobre o destino dos recursos públicos. Segundo a vereadora Maqvalda Barros, mais de R$ 174 milhões já foram destinados para obras de pavimentação e melhorias viárias — valores que, diante do atual cenário, são alvo de cobrança.
Além dos prejuízos estruturais, os problemas nas ruas também têm causado acidentes, com pessoas feridas e casos graves registrados, ampliando a preocupação com a segurança no trânsito.
A CPI é um instrumento do Poder Legislativo utilizado para investigar possíveis irregularidades, má gestão ou falhas na aplicação do dinheiro público. Diante da pressão popular e do cenário enfrentado pela cidade, a atenção se volta para o Legislativo municipal: quem será o vereador que dará a sexta assinatura e permitirá a abertura das investigações em Parauapebas?